26 julho 2017

BEAUTY BEYOND SIZE | Eu amo-me, e tu, amas-te?

(foto - pinterest)
Nunca tive grandes complexos com o meu corpo, mas, como todos nós, por vezes sinto inseguranças em relação a algo e quero mudar. Quando me olho ao espelho, na maioria das vezes, gosto do que vejo, mas nem sempre é assim. Por vezes, só consigo apontar defeitos: ou o facto de eu ser demasiado pequena, ou achar que o meu nariz é grande, ou que a minha testa também é grande, ou porque os meus pés são estranhos, ou porque as minhas maminhas são pequenas e muitos mais "ous" que podiam vir para aqui. Porém, se há algo que eu aprendi a fazer, foi a amar-me. A amar-me com todos os defeitos, com todas aquelas imperfeições que existem, não porque eu quis, mas porque foi assim que vim ao mundo. A amar cada pedacinho do meu corpo, cada parte de mim. Porque este é o meu corpo, como vou viver se não gostar dele?

Há pessoas que passam o tempo todo a dizerem que não gostam do seu aspeto, que não conseguem olhar-se ao espelho e que acham que nunca vão gostar de si mesmas. Mas sabem? Tudo é possível, basta nós querermos. Conhecem estas palavras: motivação, coragem, força de vontade e persistência? Elas são a chave que muita gente precisa para se começar a amar. Todos nós somos diferentes, e, como tal, temos objetivos diferentes. Há quem queira perder uns quilinhos, há quem os queira ganhar (que é o meu caso), e para concretizarmos estes objetivos precisamos de usar aquela chave para abrir o nosso caminho rumo ao self love. Se o caminho é difícil? Sim, é. Se valerá a pena percorrê-lo? Sem dúvida, sim. Como diria Fernando Pessoa "tudo vale a pena se a alma não é pequena" (e não é que é verdade?). Também é de ter em conta que cada pessoa demora o seu tempo, e por isso, o caminho será mais longo para uns do que para outros. Mas quando é para nos amarmos, acho que até vale a pena subir montanhas e atravessar oceanos.

Algo que também é importante referir é que o peso, a altura, a raça ou a etnia não definem quem somos. Parece patético estar a dizer isto mas a verdade é que ainda há muita gente que julga um livro pela sua capa, antes de conhecer a sua história. Com isto, quero dizer que não só devemos trabalhar para gostar do nosso corpo como também para amar a alma que o preenche. Porque ela é o que nós somos, e se nós não gostarmos de nós, quem vai gostar? 

Eu aprendi a amar-me, apesar de ainda estar a percorrer o caminho até ao meu objetivo. E tu, amas-te?


(Este post foi escrito no âmbito do projeto Beauty Beyond Size, trazido à blogosfera portuguesa pela Sónia Pinto, autora do blog She Writes. Para mais informações acerca do projeto cliquem aqui)

12 comentários :

  1. Persistência e muito amor para com o nosso corpo e a nossa alma. É sempre isto que tento prometer a mim mesma para os nossos dias não serem tão negros. Para quem não se ama, há um caminho a percorrer que deixa de ser tão difícil quando nos aceitamos a nós e ao nosso corpo.

    Gostei muito do teu texto, linda. Obrigada por teres participado neste projecto e por teres conseguido mostrar amor, positivismo e auto-estima com esta tua partilha.

    Um beijo enorme,
    SHE WRITES

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    1. Obrigada eu por teres criado o projeto! <3
      Muitos beijinhos <3

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  2. Gostei imenso do post, é preciso muita coragem por vezes para enfrentarmos o mundo lá fora.
    Beijinhos

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    1. Obrigada! E eu não poderia estar mais de acordo.
      Beijinhos <3

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  3. Um post muito inspirador.adorei :)
    Eu cá ainda me vou conseguindo olhar ao espelho mas contrariada haha

    Beijinhos
    www.pirilamposemarte.com

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    1. Obrigada! E se não gostas do que vês faz para mudar, porque o mais importante é gostarmos de nós <3
      Beijinhos!

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  4. Parabéns pelo post! :)
    Não acho só que há ainda muita gente que julga pela aparência, como também acho que é quase uma maioria (infelizmente).
    Eu, na maior parte dos dias, amo-me. Aos quase-trinta tentei lutar por uma aparência/sentimento-interior que me deixe (quase) 100% (talvez nunca seja) satisfeita, mas vou reparando que é complicado.
    Complicado porque agora a pressão parece outra. Parece que estão sempre todos à espera que apareça completamente maravilhosa, só porque ando no ginásio e nutricionista.
    Não posso simplesmente procurar sentir-me bem com o meu organismo, não posso simplesmente querer experimentar comer bem. Uns, porque acham parvo (porque a vida são dois dias) e outros, porque acham que não posso deslizar então (tenho que comer alface a toda a hora e apresentar resultados já amanhã).

    Cada um deve sentir-se bem como é, se não sentir, fazer por isso. A própria. Mais ninguém!

    A Marta

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    1. Obrigada! E essa pressão exterior que referiste é muitas vezes a razão das pessoas sentirem-se mais inseguras com o seu corpo. Os resultados demoram a aparecer, e até lá, devemos gostar de nós da maneira que estamos. E muita força para conseguires realizar todos os teus objetivos!
      Beijinhos <3

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