Páginas

31 dezembro 2016

2017, I'm ready for you

Todos os anos durante o mês de dezembro, mas especialmente no último dia, eu sinto uma certa nostalgia ao pensar nos acontecimentos que vivi ao longo do ano e em todas as coisas, boas e menos boas, por que passei.

Este ano não foi execeção. 2016 foi um ano de muitos acontecimentos, muitas mudanças, algumas tristezas e perdas, mas também um ano de muito ganho e de momentos felizes. Foi este ano que aprendi a aceitar que nem sempre as coisas correm como queremos ou como desejamos, mas que isso não é motivo para desistirmos de algo em que acreditarmos ou dos nossos sonhos e objetivos.

Comecei 2016 com o pé direito, por assim dizer: mantive as boas notas, comecei a assistir séries (mas séries a sério, não aquelas do Disney Channel), que era algo que já queria há muito fazer e a minha família estava ótima tal como os amigos. Tudo estava bem. Não tinha razões para não gostar da minha vida. Aliás, eu adorava (e continuo a adorar) a minha vida.

Lá para abril, o mês do meu aniversário, decidi que queria mudar o meu estilo de vida. É verdade que a pizza que comia todos os domingos me fazia feliz e o bolo de chocolate e as torradas ao pequeno almoço também me deliciavam, no entanto, senti que estava a precisar de mudar. Não adotei um estilo de vida saudável porque queria emagrecer ou porque era "moda" as pessoas quererem ser fit, mas sim para me sentir melhor comigo mesma, quer a nível físico como psicológico, e hoje orgulho-me de ter começado a treinar e de ter substituído os bolos por barras de proteína e as pizzas por legumes cozidos e bifes de frango ahaha (não é tão mau como parece, acreditem). Agora vamos ignorar o facto de estar a escrever este post enquanto como uma fatia de pão-de-ló com queijo.

Para além desta mudança, este ano também me ficou marcado por ter feito uma das viagens que mais gostei de fazer. Ir a Madrid, em junho, com as pessoas que passavam grande parte do tempo comigo, foi inesquecível! Desde a visita pela cidade, às diversões do Parque Warner, ou até ao jogo da Seleção visto por todos no hotel, o que mais gostei nesta visita foi poder ter estado com as pessoas que muito gosto e ter partilhado com elas momentos formidáveis. Eternamente grata por esses momentos.

E o verão assim de passou e era altura de começarem as aulas. Disposição? Nenhuma. Receio? Muito. Nunca gosto de começar o ano letivo (quem gosta?), mas este ano as razões eram mais fortes: tinha de ir para uma escola onde praticamente todos me eram desconhecidos e ia começar o secundário. Foi o horror. Estava muito nervosa e ansiosa com o início das aulas, sendo eu a pessoa mais tímida à face da Terra, não era de esperar outra coisa. No entanto, o que parecia ser o fim do mundo na verdade foi só o começo de algo bom. Calhei numa turma incrível e com pessoas excelentes, a escola tem ótimas condições e o secundário, pelo menos para já, não é tão árduo como aparenta (sinto que não devia estar a escrever esta parte...). O receio que tinha desapareceu e a disposição foi, aos poucos, aparecendo.

Mas, nem tudo é perfeito. Dizem que depois da tempestade vem a bonança, no meu caso, aconteceu o oposto. Pelos finais de julho ou início de agosto, descobrimos que o meu avô tinha cancro. Ninguém estava preparado para tal notícia. Foi algo que me abalou e me fez questionar algumas coisas que se passam na vida. Como era possível ter acontecido isto a um homem tão ativo como ele era? Uma pessoa que não fazia mal a uma mosca, o que fez para merecer isto? É intrigante ver pessoas de bom coração adoecerem e perderem a esperança de viver. Não é justo. O meu avô sofreu muito com a doença e sempre fez de tudo o que estava ao seu alcance para a conseguir vencer. Mas não conseguiu. Apesar disso, ficou na nossa memória um homem incrível e extremamente bondoso, que nunca irei esquecer.

Esta perda fez-me ver quem são as pessoas que realmente se importam comigo e com o meu bem-estar. Pessoas que pouco ou nada se relacionaram comigo o ano passado, vieram suportar-me e dar o seu apoio, e pessoas da minha turma que eu nem há um mês conhecia, também se mostraram preocupados e atenciosos. São atos como estes que eu nunca irei esquecer.

No mês passado, a minha avó materna teve um AVC. Custou a acreditar. Mas, apesar de ter perdido a fala e de precisar de auxílio para andar, tudo aponta para que ela fique novamente bem. Sou uma pessoa muito positiva e acredito que se as coisas acontecem é porque tem de acontecer, e não há nada que possamos fazer para voltar atrás. O importante é seguir em frente e sempre acreditar.

E o ano assim se passou, marcado por momentos ótimos e por algumas tristezas, por imensos sorrisos e por algumas lágrimas, por muitos abraços e por muito amor. Se estou grata pelo ano que tive? Sem dúvida que sim. Não foi perfeito, não foi o melhor ano de sempre, mas foi mais um ano que vivi e só por isso já estou grata.

Estou com elevadas expetativas para 2017 e espero mesmo que seja um ano cheio de coisas boas e de muitos momentos felizes, de muitos abraços e risadas, um ano cheio de saúde e repleto de amor

2017, estou pronta para ti.

Sem comentários :

Enviar um comentário